Beijing +10: Articulación de Mujeres Brasileñas rechaza revisión de la Plataforma de Acción
Fuente: Articulação de Mulheres Brasileiras

Beijing+10
A Articulação de Mulheres Brasileiras diz não a qualquer processo de revisão da Plataforma de Ação


A Articulação de Mulheres Brasileiras, constituída a partir da articulação dos movimentos de mulheres no processo preparatório para a Conferência de Beijing, vem através desta mensagem reafirmar seu compromisso com os princípios e ações propostos na Plataforma de Ação e se posicionar, neste momento, contrária a qualquer forma de revisão deste documento. O posicionamento da AMB se constrói em diálogo e consonância com diversas redes, coalizões e articulações internacionais feministas engajadas e comprometidas com a implementação da Plataforma de Ação aprovada na IV Conferência Mundial sobre a Mulher.

A AMB está a favor de que se promovam ações no sentido de garantir que a Plataforma de Ação seja implementada pelos governos signatários deste documento, através de:

- Um amplo processo de avaliação do que foi alcançado até agora;

- Sua ampla divulgação;

- Fortalecimento da capacidade das organizações de mulheres para que pressionem e monitorem pela sua implementação;

- Mecanismos de pressão internacionais para fortalecer ação local e regional no sentido de pressionar governos a transformarem este documento em conquistas concretas para a vida das mulheres.


Estamos trabalhando, portanto, para que o ano de 2005, seja um ano marcado pelas comemorações em relação a este processo, e à avaliação da sua implementação, e não pela realização de uma V Conferência Mundial da Mulher. Em 2003, em audiência com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, reafirmamos nossa posição, que também é partilhada pelo Governo brasileiro, segundo afirmou a então ministra Emília Fernandes.

Qualquer iniciativa isolada, no sentido da realização de uma nova Conferência em 2005 e re-abertura de negociações em torno da Plataforma de Ação Mundial, desconsidera o posicionamento tanto dos movimentos de mulheres e feminista brasileiros, quanto do próprio Governo Federal, representando, portanto, uma posição equivocada e contraditória no processo de construção democrática, de implementação e de luta pela equidade de gênero e pelos direitos das mulheres no país.




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